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  Site atualizado domingo, 24 de outubro de 2010  
 
IV Encontro da ANPPAS - junho de 2008 - Brasília-DF --- Seja Benvindo!!
    IV Encontro da ANPPAS - junho de 2008 - Brasília-DF --- Seja Benvindo!!



Mesas Redondas

 

MR1 - ANPPAS: histórico, avanços e desafios.


MR2 - O desafio das utopias e a crítica social: conflitos, justiça ambiental e sustentabilidade.


MR3 - Educação ambiental para a diversidade: uma reflexão à luz da Teoria da Complexidade, do Multiculturalismo e da Ecoformação.

  XSHCU - Seminário de História da Cidade e do Urbanismo - Recife - Outubro de 2008 !!!

MR4 - O complexo universo dos indicadores e índices de sustentabilidade


MR5 - Povos e Comunidades Tradicionais no Litoral Brasileiro: Recursos, Territórios e Conflituosidade


MR6 - Conflitos Socioambientais na Amazônia Brasileira


MR7 - Turismo, Meio Ambiente e Inclusão Social – Limites e Possibilidades das Políticas Públicas de Turismo no Brasil


MR8 - Adaptações às mudanças climáticas em cidades brasileiras


MR9 - Um olhar da complexidade, da diferença em tempos coetâneos e as Agendas Públicas


MR10 - Conflitos socioambientais, educação ambiental e participação social na gestão ambiental


MR11 - Ciência e Política Ambiental na Amazônia


MR12 - A expansão da fronteira agrícola na Amazônia e no Cerrado: lições aprendidas e perspectivas futuras


MR13 - MUDANÇAS AMBIENTAIS GLOBAIS E ARRANJOS INSTITUCIONAIS NO BRASIL: Desafios para uma compreensão interdisciplinar


MR14 "Desafios ambientais em Santa Catarina"


MR1 “ANPPAS: histórico, avanços e desafios”
Dia 5 de outubro de 2010 - Terça-feira - 9h às 12h
Sala: Centro de Cultura e Eventos / Pitangueira e Aroeira
Coordenadora: Dra. Leila da Costa Ferreira (UNICAMP)
Debatedores:
Dra. Júlia Guivant (UFSC)
Dr. Pedro Roberto Jacobi (USP)
Dra. Lúcia da Costa Ferreira (UNICAMP)
Dra. Laura Duarte (UnB)
Dr. Armin Mathis (UFPA)

Passados 10 anos desde a fundação da ANPPAS, a produção nacional em torno dos problemas e questões que envolvem a relação sociedade –ambiente mostra-se significativamente consolidada e vibrante. Por um lado, na esteira do processo de institucionalização de programas de pesquisa e pós-graduação em ambiente e sociedade no Brasil, ampliaram-se os grupos de pesquisa tanto quanto o número de trabalhos científicos estritamente preocupados em refletir a respeito dos desafios teóricos à compreensão dos novos padrões de relação homem–natureza, típicos das sociedades modernas contemporâneas. Por outro lado, tal campo de trabalho logrou ocupar espaço importante também em outras áreas de pesquisa e investigação, que passaram a incluir a relação sociedade –ambiente em suas agendas de pesquisa e reflexão.  A mesa  “ANPPAS: histórico,avanços e desafios” propõe congregar os ex-Presidentes das ANPPAS, ex- secretários e atual Presidência e Secretaria para contemplar as seguintes preocupações: 1) Avaliar criticamente a produção científica nacional e internacional dos últimos 10 anos da ANPPAS;  2) Propor novos desafios teóricos e chaves-explicativas à compreensão e explicação dos padrões de relação sociedade – ambiente característicos das sociedades contemporâneas; 3) Explorar e estabelecer pontes de diálogo entre as diversas áreas do conhecimento que têm incluído a problemática ambiental em suas agendas de pesquisa e reflexão. 


MR2 “O desafio das utopias e a crítica social: conflitos, justiça ambiental e sustentabilidade”
Dia 5 de outubro de 2010 - Terça-feira - 9h às 12h
Sala: Centro de Cultura e Eventos / Laranjeira e Goiabeira
Coordenador: Dr. Aloisio Ruscheinsky (UNISINOS)
Debatedores: Dr. Eder Jurandir Carneiro (UFSJ)
Dr. Marcel Bursztyn (UnB)

Esta proposta de mesa para um evento acadêmico pode parecer demasiadamente utópica. Todavia, qualquer idéia, antes de ser concretizada, possui uma estranha semelhança com a utopia e por mais pertinente que seja manter um elevado senso de realismo. A temática da critica social, quanto da utopia permeia uma ampla gama de trabalhos acadêmicos e das ciências, bem como a literatura, a política, as artes, a filosofia.
A crise das utopias se explica porquanto a sociedade não removeu a pobreza e as desigualdades, a ciência não dissipou os dilemas humanos (e até criou outros), a democracia e os direitos anseiam por universalidade, o ambiente se degrada. Neste contexto, a mesa vai discutir a emergência e a pertinência de utopias no campo socioambiental, desenhadas tanto na academia, nas ciências e em proposições ou acordos políticos.
O esboço de uma utopia socioambiental é fruto de um momento, a materialização de um desejo, um brado de otimismo, um projeto de sociedade quanto a um futuro ambiental possível em face dos limites do ambiente e da degradação. A consistência da perspectiva utópica conforma uma questão fundamental para a lógica ou as práticas socioambientais.
A perspectiva crítica com que os componentes da mesa enfocam a questão ambiental se insere no conflito das interpretações da realidade socioambiental brasileira.  Esta abordagem desenhará entre outras temáticas para os debatedores: os conflitos ambientais, o mito da boa governança ou da gestão ambiental, o ecodesenvolvimento, a justiça ambiental, os atores sociambientais, a democracia socioambiental, sustentabilidade.


MR3 “Educação ambiental para a diversidade: uma reflexão à luz da Teoria da Complexidade, do Multiculturalismo e da Ecoformação”
Dia 5 de outubro de 2010 - Terça-feira - 9h às 12h
Sala: CFH/Auditório
Coordenadora: Dra. Vera Lessa Catalão (UnB)
Debaterdores:
Dra. Ana Tereza Reis da Silva (UnB)
Dra. Claudia Valeria Assis Dansa (UnB)
Dra. Leila Chalub Martins (UnB)
Dra. Rosângela Azevedo Corrêa (UnB)

A presente proposta de mesa-redonda tem a pretensão de construir uma reflexão interdisciplinar sobre a educação ambiental à luz de três bases conceituais: a complexidade, o multiculturalismo e a ecoformação. Essa proposição se justifica pelo terreno comum para o qual convergem esses conceitos no intuito de consolidar um novo enfoque teórico-prático em educação ambiental.
Com efeito, a complexidade é aqui entendida como o recorte epistemológico que torna possível a troca entre múltiplas narrativas. O multiculturalismo permite pensar uma educação ambiental para a diversidade na qual a noção de alteridade está para além da dimensão humana; assim, os sistemas bióticos e abióticos podem ser igualmente reconhecidos como os outros desde onde construímos as representações sobre nós mesmos e a natureza. A ecoformação é um olhar sensível às relações homem/natureza que permite (des) construir o recorte centrado no subjetivismo e no antropocentrismo, pondo em curso novos modelos de relação com nossas alteridades humanas e não humanas.
Por fim, o espaço de reflexão proposto reconhece a necessidade de superar a velha dicotomia teoria-prática. Isso porque se de um lado se multiplicam as práticas no campo da educação ambiental, por outro, ele ainda carece de uma base filosófica e epistemológica a partir da qual seja possível discutir, reinventar e revigorar essas ações.


MR4 “O complexo universo dos indicadores e índices de sustentabilidade”
Dia 5 de outubro de 2010 - Terça-feira - 9h às 12h
Sala: CED/Auditório
Coordenadora: Dra. Vanessa Maria de Castro (UnB)
Debatedores: Dr. Saulo Rodrigues Filho (UnB)
Dr. José Eli da Veiga (USP)
Dr. Hans Michael Van Bellen (UFST)

O Relatório Nosso Futuro Comum, de 1987, já apontava a necessidade de mensurar o desenvolvimento com um viés da sustentabilidade. A partir desta época, diversas foram as tentativas de desenvolverem indicadores e índices de sustentabilidade. Assim, foi constituído um grupo para pensar um índice de sustentabilidade em 1996. Ele teve dificuldade de estabelecer um índice de sustentabilidade em função da complexidade que envolve a temática, desta forma acabaram por construir alguns fundamentos que foram intitulados “Os Princípios de Bellagio”, que se tornou um pilar importante no processo de elaboração e construção de indicadores e índices de sustentabilidade.
Atualmente, alguns índices de sustentabilidade já são conhecidos, apesar das diversas críticas e dificuldades de aplicação como: Pegada Ecológica (1996), O Índice do Bem-Estar Econômico Sustentável (1994); O Barômetro de Sustentabilidade, ou Índice de Bem-Estar (2006); Índice de Desenvolvimento Sustentável (2004), entre diversos outros. Há uma infinidade de índices, ultimamente, buscando medir a sustentabilidade, seja local, regional, nacional ou internacional.
O debate, na verdade, está só começando. E apesar dos diversos avanços nesta área, ainda há muitas controvérsias e problemáticas em torno da criação de indicadores e índices de sustentabilidade. Até mesmo, porque, os conceitos e teorias para dar conta do objeto da sustentabilidade correspondem a um campo em construção e mutação, ainda permanente e transeunte.
Ademais, romper com a lógica econômica, principalmente PIB, que foi preponderante e dominante no século XX no processo de desenho, construção e definição de indicadores e criação de índices para mensurar a qualidade de vida e o bem estar, é um desafio que as propostas de índices de sustentabilidade buscam romper, mas ainda, com pouco êxito.


MR5 “Povos e Comunidades Tradicionais no Litoral Brasileiro: Recursos, Território e Conflituosidade”
Dia 6 de outubro de 2010 - Quarta-feira - 9h às 12h
Sala: Arquitetura/Auditório (1º Andar)
Coordenadora: Dra. Rosa Elizabeth Acevedo Marin (UFPA)
Debatedores:
Dra. Raquel Mombelli (UFSC)
Dr. Antonio Jeovah de Andrade Meireles (UFC)
Dra. Edna Maria Ramos de Castro (UFPA)
Dra. Marcionila  Fernandes (UEPB)

Ao longo do litoral brasileiro, em uma extensão de quase 10.000 Km2, desenvolveram-se formas de uso e práticas de apropriação de recursos que, na atualidade, experimentam pressões e transformações aceleradas.   As posições e interesses na exploração de recursos (minerais, pesqueiros) se associa à privatização de dunas, manguezais, praias, recifes, restingas, ilhas que se constituem em territórios específicos de comunidades de pescadores, caiçaras, indígenas, quilombolas, cultivadores. A desterritorialização desses agentes sociais é acelerada com as estratégias da moderna indústria turística, movida pela procura de paisagens e, com efeito, no mercado imobiliário e especulativo. Mais recentemente os sistemas de energia eólica estabelecem novos limites e proibições de permanência desses grupos nos seus lugares de trabalho. Paralelamente, práticas e políticas de preservação impõem restrições de acesso aos recursos e desencadeiam disputas.  Outra questão destacada é a poluição e contaminação destes ecossistemas.  Estes fenômenos sobre os quais se aponta seu caráter polissêmico (Leite Lopes, 2004) estão sendo interpretados no quadro teórico e metodológico de conflitos socioambientais. Almeida (2005) entende que os ecossistemas são constituídos de relações sociais e de antagonismos, portanto é possível examinar esse campo de luta, em torno do patrimônio genético, do uso da tecnologia e as formas de conhecimento e de apropriação dos recursos naturais, levando a uma politização do saber sobre a natureza e, por extensão a uma politização da própria natureza.   O que está em jogo nas disputas empiricamente observadas; são diferentes praticas de apropriação, uso, representações e significado atribuídos ao meio ambiente pelos distintos agentes sociais (Acserald, 2004).
Esta mesa-redonda objetiva mapear pesquisas que estão voltadas para os conflitos socioambientais no litoral brasileiro, destacando as contribuições teóricas e metodológicas para a compreensão desses fenômenos que não podem ser tratados sob óticas parceladas ou sob óticas específicas.        


MR6 “Conflitos Socioambientais na Amazônia Brasileira”
Dia 6 de outubro de 2010 - Quarta-feira - 9h às 12h
Sala: CFH/Auditório
Coordenadora: Dra Myriam Regina del Vecchio de Lima (UFPR)
Debatedor: Dr. Rosirene Martins Lima (UEMA)
Dr. Carlos Frederico Burnett (UEMA)
Dr. Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior (UFPA)
Dr. Benjamin Alvino de Mesquita (UFMA)

Tem sido cada vez mais freqüente nas cidades brasileiras, a existência de conflitos decorrentes de diferentes processos de intervenção pública e privada direta ou indiretamente nas cidades. Tais intervenções têm implicações sobre os territórios na cidade, gerando conflitos de diversas naturezas. Dentre estes, ganha relevância os conflitos socioambientais. O problema ambiental ou mais especificamente, o conflito socioambiental, geralmente tem sido expresso a partir do entendimento da natureza como recurso. No caso das áreas protegidas, os conflitos socioambientais resultariam da disputa envolvendo diferentes agentes pela apropriação e uso de determinados espaços e recursos, protegidos  pelo Poder Público, sob o manto do direito. Essa perspectiva privilegia apenas a ótica econômica, deixando de fora a dimensão subjetiva. Os sujeitos e grupos envolvidos possuem interesses, projetos e representações de mundo diferentes e muitas vezes antagônicas. A reflexão aqui proposta parte do princípio de que  os conflitos socioambientais decorrem das diferentes formas de representação, apropriação e uso do meio ambiente, especialmente na cidade. Trata-se de refletir sobre os conflitos socioambientais urbanos, considerando a maneira como a cidade é produzida: suas contradições, diversidade de interesses, de territórios e diferentes representações. O foco de interesse da discussão a ser travada é a realidade da urbanização da Amazônia brasileira, cuja formação e dinâmica das cidades é fortemente marcada por conflitos próprios à realidade regional, balizada, todavia, por fluxos de ordem nacional e global.


MR7 “Turismo, Meio Ambiente e Inclusão Social – Limites e possibilidades das Políticas Públicas de Turismo no Brasil”
Dia 6 de outubro de 2010 - Quarta-feira - 9h às 12h
Sala: Centro de Cultura e Eventos / Pitangueira e Aroeira
Coordenador: Dra. Marta de Azevedo Irving (UFRJ)
Debatedores:
Dra. Maria Goretti da Costa Tavares (UFPA)
Dra. Maria Tereza Duarte Paes (UNICAMP)
Dr. Davis Gruber Sansolo (UNESP)       

No período contemporâneo a atividade turística configurou-se como um fenômeno sócio-cultural e econômico que é, ao mesmo tempo, agente e objeto de mudanças sócio-ambientais no âmbito do território. Com o tema - Anppas 10 anos: avaliando os desafios teóricos e as novas agendas públicas, o encontro propõe uma avaliação das transformações das diversas áreas de pesquisa envolvidas na ANPPAS, uma das quais o turismo.
Pretende-se com esta mesa apresentar o debate atual sobre os limites e as possibilidades das políticas públicas de turismo no Brasil, considerando que a criação do Ministério do Turismo no ano de 2003 representa um marco destas ações em esfera nacional, propondo novos planos e ações que visem incluir meio ambiente e sociedade, materializados através do PNT- Plano Nacional de Turismo: 2003-2007, do Plano Nacional de Turismo 2007/2010 – UMA VIAGEM DE INCLUSÃO e de ações voltadas para a implementação e incentivo as proposta de turismo de base comunitária que selecionou 50 projetos em todo o território nacional através de edital lançado pelo MMtur no ano de 2008. Neste contexto a mesa apresenta como questões centrais a serem debatidas:

  • Quais as possibilidades e limites das políticas públicas de turismo no que se refere a inclusão social e ambiental?
  • Qual o significado do turismo de base comunitário neste contexto considerando a diversidade social, cultural e ambiental do território brasileiro:

MR8 “Adaptações às mudanças climáticas em cidades brasileiras”
Dia 6 de outubro de 2010 - Quarta-feira - 9h às 12h
Sala: Centro de Cultura e Eventos / Laranjeira e Goiabeira
Coordenador: Dr. Wagner Costa Ribeiro (USP)
Debatedores:
Dra. Magda Adelaide Lombardo (UNESP)
Dr. Jan Bitoun (UFPE)

O quadro social do Brasil agrava os impactos socioambientais das mudanças climáticas no país. Séculos de segregação social pesam na definição de ações para combater as alterações previstas pelos cientistas do IPCC. Parte expressiva da população brasileira que vive em áreas de risco estará mais sujeita aos problemas que as camadas mais abastadas e melhor situadas na estrutura social brasileira. Por isso, combater a exclusão socioambiental é a primeira medida para evitar o pior: a perda de vidas humanas decorrentes do aumento de eventos extremos. O objetivo dessa mesa é aprofundar a discussão das diferenças sociais no Brasil e sua relação com as mudanças climáticas nas cidades brasileiras com vistas a contribuir para a elaboração de políticas públicas que possam amenizar as conseqüências do aquecimento global no Brasil. As enormes diferenças de acesso à informação e aos meios de se preparar para as alterações provenientes do clima da sociedade brasileira não podem ser esquecidas. Ao contrário, elas devem ser o ponto de partida das ações governamentais na busca da diminuição de disparidades sociais no país.
Ameaças à existência humana podem ser encontradas no passado. Porém, a sociedade de risco que vivemos se distingue por criar riscos, muitos dos quais afetam de modo desigual à população. A gestão dos riscos passou a ser uma das preocupações de governos e agências internacionais desde o século XX. Porém, nem sempre as ações se orientam sobre uma matriz reflexiva, que aponte as diferentes interpretações sobre o risco e suas causas. Essa mesa procurará refletir sobre os riscos criados a partir das alterações climáticas e sua repercussão à população que vive em áreas de risco.


MR9 “Um olhar da complexidade, da diferença em tempos coetâneos e as Agendas Públicas”
Dia 7 de outubro de 2010 - Quinta-feira - 9h às 12h
Sala: Centro de Cultura e Eventos / Laranjeira e Goiabeira
Coordenador: Leila Chalub-Martins (UnB)
Debatedor:
Dr. Elimar Pinheiro do Nascimento (UnB)
Dr. Miroslav Milovic (UnB)

A Mesa Redonda proposta contribuirá com o tema central da Anppas que é “avaliar os desafios teóricos e as novas agendas públicas” com uma abordagem do “pensamento complexo”, aprofundando questões da diferença e da coetaneidade.
Coetaneidade é uma palavra que já provoca “estranhamento” e curiosidade sobre o seu significado e significante. E será um espaço de refletir: em qual tempo vivemos? Em qual espaço histórico construímos a nossa subjetividade? Como lemos a história da humanidade?  De qual humanidade se está falando, já que em muitos casos a experiência do existir é distinta, de acordo com o espaço e tempo que cada pessoa tem com o planeta e com os seus convivas.
As diferenças e a subjetividade terão um espaço muito especial de debate nesta mesa. Analisar as diferenças em suas diversas matizes na sociedade e como elas representam um espaço de conflito e disputa na história da humanidade é fundamental para compreender e aprofundar a avaliação das agendas públicas elaboradas; sejam as formais ou as informais na sociedade.
É fundamental também debater e analisar a dinâmica do desenvolvimento sustentável com um olhar da complexidade; que na atualidade o termo encontra-se em diversos aspectos da nossa vida cotidiana. Os meios de comunicação transmitem com desenvoltura temas ligados a sustentabilidade, principalmente ligadas às questões ambientais e seus diversos impactos no planeta. Este cenário é bastante atual, ou seja, não muito longe, em 1987, sequer era compreendido o conceito oriundo do “Relatório de Nosso Futuro Comum”.
Finalizando, a Mesa buscará aprofundar teoricamente como o pensamento complexo tem contribuído para construção da Agenda Pública.


MR10 “Conflitos Socioambientais, Educação Ambiental e Participação Social na Gestão Ambiental”
Dia 7 de outubro de 2010 - Quinta-feira - 9h às 12h
Sala: CFH/Auditório
Coordenador: Dr. Carlos Hiroo Saito (UnB)
Debatedores:
Dr. Aloísio Ruscheinsky  (Unisinos)
Dr. Fabio da Purificação de Bastos (UFSM)
Dr. Luciano Fernandes Silva (UNESP)
Jacy Bandeira Almeida Nunes (UNEB)

Os conflitos socioambientais são tidos como situações-problema presentes no cotidiano vivido, cuja complexidade é fundamental ser diagnosticada. As situações-problema são entendidas como dificuldades e obstáculos abertos, que não necessariamente admite apenas uma solução específica. A efetivação de políticas públicas na área ambiental pode obter um ganho significativo em face dos conflitos socioambientais na medida em que estes forem compreendidos como fonte de um processo de ensino-aprendizagem: problematizando a realidade por meio de situações-problema, mapeando e explicitando os conceitos-chave e secundários necessários e operacionalizados nas soluções (isso se denomina de simetria invertida). No caso, os autores dessa produção para a educação ambiental brasileira, entendem que abordam os conflitos socioambientais (situações-problema) declinando de forma expressa de dicotomias usuais no campo ambiental e apontam em direção às ações positivas (soluções viáveis-possíveis). Os focos ou abordagens propostos para orientar o debate em torno dos diversos ângulos de análise de conflitos socioambientais, educação ambiental e participação social na gestão ambiental, são os seguintes:

  • Conflitos socioambientais e os mitos da participação social
  • Conflitos socioambientais e as incertezas das condições para a educação ambiental em meio aos problemas e conflitos
  • Resolução de Conflitos socioambientais: ações mediadas pela razão instrumental e interesse emancipatório
  • Ações positivas como práticas dialógico-problematizadoras na realidade concreta

MR11 “Ciência e Política Ambiental na Amazônia”
Dia 7 de outubro de 2010 - Quinta-feira - 9h às 12h
Sala: CED/Auditório
Coordenadora: Dra. Nirvia Ravena (UFPA)
Debatedores: Dra. Edna Castro (UFPA)
Dr. Célio Bermann
Dr. Philip Fearnside (INPA)

No Brasil, a estruturação dos interesses em torno da regulação ambiental, seguiu caminhos que podem ser interpretados como resultado dos retornos crescentes promovidos por trajetórias que configuram tanto as instituições que fazem parte do arcabouço regulatório ambiental brasileiro quanto das estratégias dos atores que adentraram a arena dessa regulação. A marca desse processo se exprime na  letargia governamental. Tal performance não é acompanhada pela ciência. A mesa proposta busca apresentar uma abordagem que possa interpretar a da tensão entre a ciência e a agenda política atual acerca das questões relativas à regulação ambiental na Amazônia. Planos de desenvolvimento direcionados à região associados a fragmentação institucional contrastam com as contribuições da ciência. Universidades e Institutos de pesquisa apresentam instrumentos originados de pesquisas robustas que permitem os tomadores de decisão nas esferas do executivo e legislativo efetivem uma regulação mais eficiente. No entanto o cenário parece não apontar para esse uso. Os nós para a incorporação dessas contribuições em arranjos institucionais responsáveis pela regulação ambiental são os elementos para o debate nesta mesa.



MR12 " A expansão da fronteira agrícola na Amazônia e no Cerrado: lições aprendidas e perspectivas futuras
"
Dia 7 de outubro de 2010 - Quinta-feira - 9h às 12h
Sala: Arquitetura/Auditório (1º Andar)
Coordenador: Dr. Elimar Pinheiro do Nascimento (UnB)
Debatedores:
Dr. Álvaro de Oliveira D’Antona (UNICAMP)
Dr. Donald Rolfe Sawyer (UnB)
Dr. Charles Mueller (UnB)
Dr. Thomas Ludewigs (UnB)

Nas últimas décadas, houve grande avanço científico na compreensão dos processos relacionados à expansão de fronteiras agrícolas em diversas partes do globo. Em grande parte, este avanço se deu ao se romper as barreiras entre as diversas áreas do conhecimento, dada a natureza do problema que requer abordagens integrativas, interdisciplinares.  No Brasil, motivados em grande parte pela necessidade em compreender melhor a problemática do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, buscamos relacionar fatores causais (diretos e indiretos) aos avanços da fronteira capitalista sobre as terras antes tidas como “devolutas”, assim como aos contextos sócio-econômicos, políticos, demográficos e bio-físicos da região. Ambos Amazônia e Cerrado brasileiros passam por um momento histórico no qual a redução imediata na emissão de gases do efeito estufa se faz prioritária. Para tanto, as intervenções devem compreender o processo causal dos processos que incidem sobre a mudança de uso da terra e da cobertura vegetal destas regiões. A proposta desta Mesa Redonda (MR) é discutir os fatores relacionados à expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia e no Cerrado brasileiros, identificando singularidades e pontos em comum, seja na compreensão dos fatores históricos, ou na discussão de possíveis cenários. Neste sentido, espera-se como produtos desta MR um intercâmbio de perspectivas que seja frutífero na sistematização do estado da arte da ocupação do espaço amazônico e do cerrado, assim como fornecer elementos norteadores de políticas integradoras no desenvolvimento econômico e social, sob uma perspectiva político-ecológica e de ocupação territorial.



MR13 "MUDANÇAS AMBIENTAIS GLOBAIS E ARRANJOS INSTITUCIONAIS NO BRASIL: Desafios para uma compreensão" interdisciplinar

Dia 7 de outubro de 2010 - Quinta-feira - 9h às 12h

Sala: Centro de Cultura e Eventos / Pitangueira e Aroeira
Coordenadora: Dr. Myanna Lahsen (INPE/CST)
Debatedores:
Dr. Diógenes Alves (INPE/OBT)
Dr. Roberto Araújo (MPEG, INPE/CST)
Dr. Peter Toledo (MPEG, IDESP, INPE)
Dr. Patrícia Pinho (INPE/CST)


Analistas de peso internacional, no Brasil e no exterior, reconhecem cada vez mais a necessidade da contribuição das ciências sociais no âmbito dos estudos sobre as mudanças ambientais globais.

As formas dessa contribuição constituem, porém, objeto de uma controvérsia entre os defensores de uma visão positivista das ciências sociais, que enfatizam estritamente as soluções tecnológicas, e aqueles que consideram que essa ênfase elude a natureza política e sócio-cultural da questão ambiental.

Esta mesa pretende abordar manifestações recentes dessa controvérsia em situações concretas dos desenvolvimentos políticos no Brasil, incluindo: experiências de construção institucional no campo ambiental na Amazônia; as propostas de articulação entre as ciências sociais e as ciências naturais em pesquisas relativas às mudanças ambientais globais; as tendências nos programas internacionais de pesquisas sobre mudanças ambientais globais; as relações entre a questão da terra e a questão ambiental, tomando como referência a Lei de gestão de florestas públicas, a Lei nacional de mudanças climáticas, a M.P. 458/2009 e a Lei substituta, e as propostas de reformulação do código florestal.


MR14 "Desafios ambientais em Santa Catarina"
Dia 5 de outubro de 2010 - Terça-feira - 9h às 12h
Sala: Arquitetura/Auditório (1º Andar)
Coordenador: Luiz C. Mior (EPAGRI)
Debatedores:
Dr. Murilo X. Flores (Presidente da FATMA)
Dr. Luiz F. Scheibe (UFSC)
Dr. Marcos Mattedi (FURB)


 
 
V Encontro da ANPPAS - outubro de 2010 - Florianópolis-SC --- Seja Benvindo!!
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